POR QUE O ENSINO ONLINE NÃO AVANÇA NA BAHIA COM A PANDEMIA?

O ensino online é uma realidade que se impõe, urgente

O ano letivo nas escolas públicas da Bahia está perdido. Já comentamos aqui neste site sobre essa questão. E, hoje, abordamos, o mesmo tema, avançando um pouco mais nas discussõões sobre as novas tecnologias e por que no Brasil o ensino a distância não é tão incrementado como em outros países numa relação aulas presenciais e aulas online. 

Ora, a Bahia, teve na época do governo Jaques Wagner, ao menos duas greves de professores, em 2007 (113 dias) e em 2012 (115 dias), que duraram 228 dias. Agora, diante de uma pandemia na área da saúde não houve aulas este ano e a previsão, se houver, é a partir do mês de setembro com limites de alunos nas salas de aulas. A rigor, a Bahia, no ensino médio, ainda está no ano 2018, na real.

A solução precária é avançar os alunos de ano porque, como aconteceram em 2007 e 2012, calendário de reposição de aulas é lmitado. Se no estado algumas matérias sequer têm professores e alunoas ficam a vagar sem aulas, imagina repor aulas integrais no universo escolar da Bahia, um estado do tamanho da França.

No ensino fundamental a situação é mais precária ainda porque algumas Prefeituras não atendem, sem pandemia, muitas áreas das sedes municipais e das zonas rurais. Com pandemia, então, a situação é critica. Nas universidades públicas a situação é um pouco melhor, mas, a UFBA ainda está com mentalidade do século XIX e as UNEBS, idem.

 Migrar do modelo presencial, aulas em salas, para um modelo online é de uma complexidade imensa. Nas universidades, nem tanto. Mas, no ensino médio com milhões de alunos num território do tamanho da Bahia e desigualdades sociais imensas é complexo; e no ensino fundamental de reponsabilidade das Prefeituras para menores de 7 a 11 anos de idade (antigo primário) é tarefa das mais difíceis. 

Não vai precisar somente de investimentos em computadores, salas de aulas especiais, redes, etc, esta talvez a parte mais fácil; mas, numa remodelagem do corpo docente e de monitores para ensinar os alunos e professores essa nova modalidade de ensino. Se o ensino presencial, hoje, na Bahia, é de baixa qualidade, no médio e no fundamental, muitos alunos sequer compreendem as aulas presenciais, imagine-se isso no online.

É preciso um método de aplicar as aulas online e os alunos captarem as mensagens e aprenderem. É uma mudança muito grande, ampla, conceitual, mas, que não há outro caminho. Tem que ser aplicada e introduzida mais cedo ou mais tarde. 

 O mundo não está isento de uma nova pandemia. São 1.700 tipos de coronavirus circulando no planeta. O homem a cada dia agride mais a natureza e o aquecimento glogal que tanto vem se falando ao longo dos últimos 50 anos agora é uma realidade. Dá pra perceber as alterações e a itensidade de catástrofes mais intensas. O homem pode viver sem o urso polar, a caminho da extinção, mas paga sempre um preço por isso. 

 Essa mudança dos sistemas presenciais para o online na educação, em nossa opinião, tem que começar do zero e logo. Não adianta fazer um pedacinho aqui e outro acolá. Tem que implantar em grupos escolares inteiros. Vai ser uma "guerra". O sindicalismo vai protestar, empregos vão desaparecer em algumas áreas e surgir em outras, mas, não adianta protelar. 

Hoje, vemos, ninguém na Bahia está discutindo e levando isso a termo, com um projeto de grande porte, nem o Estado; nem as Prefeituras. O governo federal pior ainda. É só olhar o que se passa na UFBA e nos Institutos Técnicos. 

O Brasil já teve uma experiência com o Telecurso. É aproveitar o que de bom desse sistema sobrou e avançar. O mundo é digital. O emprego é digital. Os procedimentos gerais são digitais. Então, o ensino não pode ficar fora desse caminho. 

A escola global digital está à caminho mais rápido do que se imagina. De repente, você pode fazer um curso de engenharia, em Salvador, sem sair de Salvador, estudando numa escola sediada na França ou na Coréia do Sul. Essa é a realidade que está galopando em nossa direção. Esse diploma vai ter uma validade igual ao da UFBA ou da UNEB na hora em que você for disputar uma vaga numa empresa da Colombia ou do Brasil. (TF) 

 

Por Fram Marques, Jornalista DRT 2308/MTB-SE

FONTE: BAHIA JÁ / TASSO FRANCO

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